Venezuela: menos Revolução, mais Democracia
A América Latina do século XXI parece ter perdido algum do encanto que tinha por figuras revolucionárias romantizadas como Che Guevara. A fome, a falta de cuidados médicos e a abolição das liberdades políticas e económicas dos venezuelanos fá-los depositar esperanças em figuras mais moderadas, mas não menos aventureiras, como Juan Guaidó – o jovem político social-democrata progressista que ousou enfrentar o perigoso regime de Nicolás Maduro. A corajosa declaração de Guaidó abanou fortemente o regime de Maduro. A dialética de Maduro, que repete vezes sem conta a sua alegada legitimidade popular, está a ser destruída pelo próprio povo. Uma importante fatia dos contestatários, cerca de 3 milhões de recém imigrantes venezuelanos, exerce influência nos países vizinhos sul-americanos, EUA, Espanha e Portugal. Os países da diáspora venezuelana vão-se pronunciando, com mais ou menos cautela, ao ritmo da escrita do presente artigo. Destacam-se as reações mais audíve...