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Estado da Direita

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Estamos a menos de um mês das eleições legislativas de outubro, mas há muito que nuvens negras pairam sobre o espectro da direita em Portugal. Na verdade o sol nunca brilhou forte para direita portuguesa, por culpa própria e por culpa alheia. Por um lado não se afirmou e por outro a elite política e cultural dominante obliterou-a.   A direita chega a ter vergonha de si mesma, apelidando-se frequentemente de centro-direita para não ferir as suscetibilidades daqueles que a limitam e aprisionam aos fantasmas do fascismo e do capitalismo selvagem.   Importa entender que existem vários tipos de direita com características diferentes consoante o período histórico e a geografia em questão (e.g. para um europeu continental, um britânico, ou um norte-americano, o conservadorismo e liberalismo têm significados diferentes). A direita, tal como a esquerda, compreende uma grande pluralidade de famílias, que abrange liberais, conservadores, democratas cristãos, fascistas, na...

Trump e a estratégia do racismo

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A questão racial nos Estados Unidos tem estado omnipresente no debate político norte-americano, desde a fundação do país até à atualidade.    Na génese dos EUA, a casta dominante dos WASPs (acrónimo que em inglês significa "Branco, Anglo-Saxão e Protestante"), descendente dos primeiros colonizadores europeus do território, tratou de assegurar os privilégios políticos, económicos e sociais face aos demais grupos étnicos.  Numa primeira fase os imigrantes europeus não protestantes (e.g. irlandeses, italianos, polacos), foram-se emancipando e, posteriormente, outros tantos grupos étnicos conquistaram o seu espaço nos EUA. Atualmente encontram-se afro-americanos, latinos, judeus, ou asiáticos em todo o tipo de profissões e cargos públicos.    Contudo, importa não esquecer que os EUA são de facto um país jovem. Ainda estão presentes os ressentimentos decorrentes dos grandes conflitos que marcaram a década de 60 do século XX, com o movimento dos direitos ...

A Espanha das Nações

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Ao contrário de alguns casos singulares  na Europa , como o Estado português, a Espanha não é um Estado-Nação. O país  a  que hoje chamamos de Espanha é uma monarquia constitucional que agrega várias nações e que começou a ser  designado de Espanha  sobretudo a partir do século XV, aquando do casamento de Isabel de Castela com Fernando de Aragão.      Contudo, o termo Espanha e  os vários povos que habitam no  atual  território  têm raízes ainda mais antigas. O nome deriva do termo Hispânia, designação que os romanos davam à Península Ibérica e que tem um berço nebuloso, não se sabendo ao certo se a sua origem é fenícia, celtibera ou basca.       Vários povos habitaram e dominaram o território, contribuindo para a diversidade multiétnica e multicultural espanhola contemporânea. Destacam-se: os inevitáveis romanos que romanizaram a população autóctone de matriz celtibera; os visigodos que fizeram de Toledo a cap...