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A China e a Geopolítica do Lítio

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Depois do carvão ter alimentado a Revolução Industrial no século XIX e o petróleo dominado o século XX, parece  estar a  chega r  a era do lítio. O lítio é um metal com inúmeras aplicações, desde as comuns baterias de telemóvel ou computador, até ao armamento militar ou fármacos para tratar transtornos bipolares. Contudo o lítio surgiu nas luzes da ribalta à boleia dos automóveis. Depois das carroças terem sido substituídas pelos automóveis, assiste-se novamente a um momento de transformação no conceito de mobilidade.   Além das tendências disruptivas d a  mobilidade partilhada, digitalização e condução autónoma, a eletrificação da mobilidade está a ganhar o seu espaço no mercado automóvel.    Quando o Ministro do Ambiente Português, João Pedro Matos Fernandes, declarou abruptamente que o fim da mobilidade a gasóleo estaria perto, constatou uma tendência inegável (apesar de incerta em termos temporais) que é sustentada não só por ...

A Terra de Alexandre, o Grande

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Na pas sada semana o Parlamento Grego ratificou o Acordo greco-macedónio de  Prespes  que ,  aparentemente ,  encerrou uma tensão que durava há 27 anos entre a Grécia e a recém batizada Macedónia do Norte ( ex  Antiga República Jugoslava da Macedónia).    É necessário recuar vários séculos para entender a magnitude deste acontecimento.  Viajemos até ao século IV a.C., para a cidade de Pela (atual região da Macedónia na Grécia). Foi aí que nasceu Alexandre , o Grande, nome pelo qual ficou para a história Alexandre III da Macedónia. Apesar de o debate académico não ser completamente conclusivo sobre a etnicidade original dos macedónios, sabemos que Alexandre pertencia a um antigo povo helénico que falava uma língua semelhante ao antigo grego e cujas práticas sociais, culturais e religiosas, coincidiam genericamente com as dos outros povos helénicos.    Voltando ao século XXI, a União Europeia e a NATO têm vindo a ...

Venezuela: menos Revolução, mais Democracia

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A América Latina do século XXI parece ter perdido algum do encanto que tinha por figuras revolucionárias romantizadas como Che Guevara. A fome, a falta de cuidados médicos e a abolição das liberdades políticas e económicas dos venezuelanos fá-los depositar esperanças em figuras mais moderadas, mas não menos aventureiras, como Juan Guaidó – o jovem político social-democrata progressista que ousou enfrentar o perigoso regime de Nicolás Maduro. A corajosa declaração de  Guaidó abanou fortemente o regime de Maduro.   A dialética de Maduro, que repete vezes sem conta a sua alegada legitimidade popular, está a ser destruída pelo próprio povo.  Uma importante fatia dos contestatários, cerca de 3 milhões de recém imigrantes venezuelanos, exerce influência nos países vizinhos sul-americanos, EUA, Espanha e Portugal. Os países da diáspora venezuelana vão-se pronunciando, com mais ou menos cautela, ao ritmo da escrita do presente artigo. Destacam-se as reações mais audíve...