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A Espanha das Nações

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Ao contrário de alguns casos singulares  na Europa , como o Estado português, a Espanha não é um Estado-Nação. O país  a  que hoje chamamos de Espanha é uma monarquia constitucional que agrega várias nações e que começou a ser  designado de Espanha  sobretudo a partir do século XV, aquando do casamento de Isabel de Castela com Fernando de Aragão.      Contudo, o termo Espanha e  os vários povos que habitam no  atual  território  têm raízes ainda mais antigas. O nome deriva do termo Hispânia, designação que os romanos davam à Península Ibérica e que tem um berço nebuloso, não se sabendo ao certo se a sua origem é fenícia, celtibera ou basca.       Vários povos habitaram e dominaram o território, contribuindo para a diversidade multiétnica e multicultural espanhola contemporânea. Destacam-se: os inevitáveis romanos que romanizaram a população autóctone de matriz celtibera; os visigodos que fizeram de Toledo a cap...

Notre Dame, a Catedral da Europa

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Tal como em muitas outras catedrais europeias, crê-se que o local onde foi erigida Notre Dame viu nascer e morrer outros templos pagãos e cristãos, fruto da fé dos povos que habitaram o território ao longo dos tempos: os celtas, com as tribos gaulesas; os romanos; e os germânicos, representados pelo Reino dos Francos, do qual resultaram as célebres dinastias dos merovíngios e dos carolíngios.   A primeira pedra de Notre Dame foi colocada em 1163, aquando do reinado de Luís VII, um rei franco da dinastia capetiana. A construção terminou em 1345, no período inicial da Guerra dos Cem Anos em que o rei vigente já se apelidava de francês e não de franco, atenuando os laços ancestrais com um passado bárbaro e pagão; e afirmando uma nova identidade francesa e católica. No campo da arquitetura, Notre Dame é considerada uma das primeiras e principais obras de estilo gótico que, desde há quase mil anos, marcam a paisagem europeia.   Se as gárgulas de Notre Dame fala...

A guerra do 5G

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A competição tecnológica entre superpotências é imemorial. A tecnologia, a par de outros fatores, foi decisiva para o domínio em larga escala de grandes civilizações do passado como a egípcia, a grega, ou a romana. O caso da civilização romana é paradigmático. Qualquer turista que passe por alguns países europeus apercebe-se que os inúmeros vestígios de estradas, pontes e aquedutos romanos revolucionaram a mobilidade na Europa, tendo permitido a um povo nascido nas margens do rio Tibre conquistar e administrar um vastíssimo território que se estendia desde a antiga Babilónia até à Península Ibérica. Viajando uns séculos para a frente, quando pensamos em competição tecnológica entre gigantes, surge-nos em mente a escalada nuclear entre os EUA e União Soviética, na segunda metade do século XX. No século XXI o paradigma mudou definitivamente. A guerra tecnológica entre superpotências ganhou um novo foco – o consumidor. A era da conquista e fidelização de consumidores à...

A Síria de Amanhã

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Na semana que passou o mundo assistiu com esperança ao anúncio da derrota militar do autoproclamado Estado Islâmico (EI). O anúncio  que foi  feito pelas Forças Democráticas Sírias, coincidiu com o menos auspicioso anúncio do Presidente  Donald   Trump  em retirar as tropas norte-americanas de território sírio.   Desde o início da guerra civil na Síria que a intervenção dos EUA foi errática e ,  em determinados momentos ,  teve consequências dramáticas para o desenrolar do conflito na região .   O  verão de 2013 foi um desses momentos. Nesse período,  Assad  ordenou um   ataque  infame  com armas químicas ,  em  Ghouta ,   assassinando  cerca de 1400 civis .   A  resposta Ocidental liderada pelos EUA não foi a esperada  – o  Presidente Barack Obama, que tinha ameaçado o regime sírio com uma intervenção musculada caso houvesse uso de armas químicas, optou por não...